domingo, 8 de maio de 2011

NÃO ESPANQUE O PALHAÇO II

                                                                                                               Imagem: Internet

No meio da moçada a masturbação é um assunto comum, sempre vem a tona, de várias maneiras e com variados nomes e um dos apelidos carinhosos para a masturbação é o famoso “Espancar o Palhaço”. O porque desse apelido não é tão interessante quanto o número de adolescentes e jovens, meninos e meninas que após descobrirem o prazer solitário da masturbação acabam se viciando, e muitas vezes, mesmo casados, preferem mais esse tipo de prazer do que a própria relação sexual.
No universo masculino entre 12 à 15 anos se descobre essa grande fonte de prazer. No inicio as primeiras masturbadas acontecem de forma inesperada, é algo novo, meio assustador, mas ao mesmo tempo libertador, pois é uma afirmação da sexualidade, e principalmente uma fonte de muito prazer. É um alívio, não só no sentido fisiológico, mas também no sentido social, pois a pressão do grupo, em cima daqueles que ainda não experimentaram o prazer da ejaculação é muito grande.
Conforme o tempo passa, a masturbação torna-se algo rotineiro e comum, principalmente para os meninos. Entretanto, passado o medo e a pressão, vem um novo problema, que é o vício. Torna-se algo fora do controle, é como se o seu organismo dependesse daquela dose de prazer diariamente, o indivíduo não se masturba apenas pelo prazer ou alívio, mas sim porque tornou-se refém dessa prática, e muitas vezes não consegue passar nem mesmo um dia sem se masturbar.
Todo vício surge de uma falha ou uma situação débil. O vício nos mostra que alguma coisa em nós está errada, esta faltando algum elemento, e por percebermos essa falta, corremos atrás de outras fontes de prazer na tentativa de substituir aquilo que não conseguimos suprir. Digo isto, pois nem sempre a masturbação é simplesmente uma falha de caráter ou de conduta, mas é sim uma evidência de que esta faltando alguma coisa muito maior, ou muito além do que imaginamos. Sendo assim não é possível deixar o vício da masturbação apenas taxando-a de pecado ou imoral, e nem mesmo realizando centenas de rezas, votos, juramentos e outros atos religiosos, muitas vezes isso piora o quadro, pois gera mais culpa. É preciso compreender que talvez esse vício esteja tentando suprir outras carências, como ansiedade, solidão, falta de atenção, stress, medo, pressão, etc.
Nem todos os desvios de conduta se resolvem apenas em um âmbito espiritual e religioso, mas muitas vezes estão entrelaçados com sérias feridas vindas da alma, vindas da nossa mente, do nosso coração. É indispensável para uma vida saudável e livre, a percepção daquilo que nos aflige ou nos entristece. Por essa razão, antes de espancar o palhaço ou de se entregar a qualquer outro vício, tente descobrir o que realmente você esta querendo encontrar, tente olhar pra si e perceber o que é que lhe esta faltando, o que é que não lhe deixa ser totalmente livre e o faz buscar essa liberdade em atitudes que na realidade te aprisionam.

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