quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Comunicação é uma arte!

                                                                                                            Imagem: Internet

“Se alguém tem ouvidos para ouvir, ouça.”
(Marcos 4:23)
 
A comunicação é uma arte.
A arte de se fazer entender, a arte da transmissão, a arte de transmitir entendimento, de transmitir um pensamento, de transmitir um raciocínio, a arte de formar (preparar) mentes,  a arte de ensinar.
Segundo o dicionário: Acto, efeito ou meio de comunicar; participação; aviso; informação; convivência; trato; lugar de passagem de um ponto para outro;
comunhão (de bens); atribuição mútua das propriedades da natureza divina à natureza humana de Cristo.
Pessoas de boa comunicação são aquelas capazes de retransmitir a mensagem que receberam de uma forma ainda mais clara.
As pessoas que aprendem a se comunicar bem, levam a mensagem aos confins da terra. Não há limites para elas.
A Torre de Babel
(Gênesis 11: 1-9)
“Ora, em toda a terra havia apenas uma linguagem e uma só maneira de falar. Sucedeu que, partindo eles do Oriente, deram com uma planície na terra de Sinar; e habitaram ali. E disseram uns aos outros: Vinde, façamos tijolos e queimemo-los bem. Os tijolos serviram-lhes de pedra, e o betume, de argamassa. Disseram: Vinde, edifiquemos para nós uma cidade e uma torre cujo tope chegue até aos céus e tornemos célebre o nosso nome, para que não sejamos espalhados por toda a terra. Então, desceu o SENHOR para ver a cidade e a torre, que os filhos dos homens edificavam; e o SENHOR disse: Eis que o povo é um, e todos têm a mesma linguagem. Isto é apenas o começo; agora não haverá restrição para tudo que intentam fazer. Vinde, desçamos e confundamos ali a sua linguagem, para que um não entenda a linguagem de outro. Destarte (portanto), o SENHOR os dispersou dali pela superfície da terra; e cessaram de edificar a cidade. Chamou-se-lhe, por isso, o nome de Babel, porque ali confundiu o SENHOR a linguagem de toda a terra e dali o SENHOR os dispersou por toda a superfície dela.”
Tudo começou na Torre de Babel…
O entendimento do que a boa comunicação é capaz de fazer. Lá não havia limites para o homem por causa da boa e perfeita comunicação. Mas o homem se envaideceu, e quis exaltar o seu próprio nome, por isso Deus permitiu que a (naturalmente) perfeita comunicação (que existia entre as pessoas) fosse destruída. A partir dali a comunicação se tornou difícil. Passou a ser um desafio para o ser humano.
O diabo investiu desde o início contra a nossa comunicação. Ele sempre investiu em destruir a nossa comunicação com Deus, com nós mesmos, e uns com os outros. Ele sempre trabalhou para confundir… Ele entrou “no meio”. Um dos significados da palavra diabo é “aquele que entra no meio”. Ele inventou as meias-verdades…(Gn 3:4-5). É o pai da mentira… (João 8:44)
O diabo tenta o tempo todo interferir na nossa comunicação. Ele sabe que se nós nos comunicarmos bem, se não houver interferências, nós iremos cumprir exatamente o que Deus quer que façamos. Por isso ele tenta o tempo todo destruir a nossa boa comunicação, principalmente a comunicação nos relacionamentos pessoais, sentimentais, familiares.
A comunicação é uma grande arte… é um grande desafio nas nossas vidas… precisamos aprender a nos comunicar uns com os outros… Mas antes, precisamos aprender a nos comunicar (em primeiro lugar) com Deus (porque sem essa comunicação nossa vida fica vazia, sem direção e sem propósito).    E depois, precisamos aprender a nos comunicar com nós mesmos.
Tem gente que não se comunica bem nem consigo mesmo… Não sabe nem o que quer, nem o que realmente precisa… Não se entende… Não entende nem o que se passa na própria cabeça. Não entende seus próprios pensamentos. A cabeça dele(a) é confusa… ou seja, emocionalmente não há boa comunicação nem consigo mesmo… Nós precisamos conversar com nós mesmos. Não estou falando de ficar tagarelando sozinho(a), não é isso. Estou falando de “gerenciar” nossos pensamentos, e conseqüentemente, nossas emoções. Isso porque a nossa alma é terrivelmente influenciável pelo mundo exterior, e pelas coisas superficiais da vida. A todo tempo temos que vigiar, e dizer a ela (alma) o que é certo, e o que é errado, dar a “voz de comando”, para que ela obedeça ao Espírito, para que ela não governe a nossa vida, para que a nossa vida não seja governada (dirigira) pelas emoções, mas que seja governada pela vontade de Deus pra nós.
Quando uma pessoa está ferida, “enferma” na alma, parece que a comunicação dentro dela mesma é cortada. Ela fica cabeça-dura, vingativa… ignorante… parece que perde a inteligência.
As feridas “emburrecem” as pessoas…
Enquanto não perdoamos, ficamos burros mesmo. É impressionante. Agora eu entendo ainda mais o versículo que diz:
“…Porque a boca fala do que está cheio o coração.”
(Mateus 12:34 b)
Uma pessoa curada na alma está com o coração cheio de cura, de perdão. Essa pessoa fala coisas boas, porque seu coração está cheio de coisas boas. A palavra “coração” na Bíblia, geralmente se refere à alma (as nossas vontades, desejos, à nossa mente) por isso que se diz:
“Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto; quem o conhecerá?”
(Jeremias 17:9, Revista e Atualizada)
Ou seja, enganosa é a nossa alma, as nossas vontades, os nossos pensamentos (são os pensamentos que geram as vontades). Eles são enganosos, traiçoeiros. Muitas vezes eles nos traem… ou seja, a nossa comunicação com nós mesmos já é, por si só, um desafio enorme.
Às vezes não conseguimos entender porque temos um determinado desejo, principalmente se o desejo for ruim. Às vezes tratamos as pessoas mal, mas não sabemos o porque. Agimos impulsivamente, ou de uma forma agressiva com quem mais amamos… e só depois percebemos o que fizemos. Isso é um exemplo da dificuldade de comunicação que temos com nós mesmos. Não sabemos os “porquês” das nossas ações e atitudes, e muitas pessoas simplesmente vivem assim, se acomodam nessa condição “ignorante” sobre si mesmo. Não podemos aceitar isso. Precisamos saber os motivos das nossas atitudes. Precisamos discernir as nossas motivações. Precisamos nos conhecer, nos enxergar…
 Primeiro precisamos ter uma boa comunicação “interna”, para depois conseguirmos nos comunicar com o mundo exterior. Se você não se entende, não vai se comunicar bem com ninguém. Se você não perdoa, também não vai conseguir se comunicar bem. Isso porque dentro de você está tudo confuso. Feridas, mágoas, e falta de perdão, deixam qualquer pessoa confusa, ainda que ela não tenha consciência disso, mas a comunicação com as pessoas mais próximas dela (onde o relacionamento exige intimidade e amor) fica comprometida, porque “a boca fala o que o coração está cheio”.
O ataque do diabo que recebemos na nossa comunicação, é de acordo com quem nós somos em Deus, quem nós somos no mundo espiritual. Esse ataque nunca cessa. Quanto maior a sua “estatura” no mundo espiritual, maior o ataque na área da comunicação na sua vida. Não estou falando de estatura natural, física, de tamanho de ministério, de fama, ou de alcance de público, mas estou falando de uma pessoa que não se mistura com o que é errado. Estou falando de “um sacerdote” que “só come do altar”, e que não se alimenta do mundo. Estou falando de uma pessoa de caráter exemplar, que expressa o caráter de Cristo. Uma pessoa verdadeiramente grande no mundo espiritual. Gosto da definição que o Pr. José Rodrigues dá em seu livro (“A Ação da Cruz”, Editora Missão Cristã Mundial) sobre uma vida verdadeiramente grande. Ele diz:
“… Em primeiro lugar devemos ressaltar um fato simples: Não temos o poder de impressionar a Deus. Um homem pode fazer muitas coisas. Mas de certo ponto de vista, isso não terá muito valor diante de Deus. Nada do que construímos aqui poderá impressioná-lo; nenhuma de nossas invenções O deixaria surpreso, pois para Ele nada é novo. Tudo que produzimos em mais de seis mil anos de serviço, não passa de um medíocre punhado de farelo perante a magnitude de tudo que Ele construiu no céu. Tentar impressionar Deus com essas coisas seria como uma criança que, com um barquinho de papel, tenta ensinar a arte de construção náutica a um experiente engenheiro naval. O caráter portanto, (e não as nossas obras) é o ponto de partida para a avaliação de Deus. O que você é, sempre falará mais alto do que aquilo que você faz…”.
É isso que mostra quem você é no mundo espiritual. É isso que define a sua estatura, quem você realmente é por trás das máscaras da vida. Quanto maior você for, mais peso terão as suas palavras, pois quem tem o caráter de Cristo, tem autoridade para “ligar e desligar” tudo no mundo espiritual. Ser alguém “verdadeiramente grande” no mundo espiritual, faz com que você seja uma pessoa “visada” pelos demônios, alguém que eles detestam, porque você tem o “poder” de impedir o agir deles (você tem o poder de Deus agindo através de você). Porém, apesar disso tornar você uma pessoa “visada” pelas trevas, se houver santidade na sua vida, os demônios nada podem fazer contra ti. Nada. A santidade te protege. Por isso, todas as forças das trevas agem tentando atrapalhar a nossa comunicação. Já que eles não podem nos tocar, eles querem impedir que nos comuniquemos bem, para que dessa forma, não haja unidade entre nós. Para que dessa forma, a mensagem não seja transmitida com clareza, e assim eles possam minar a nossa santificação, através da ignorância (e da falta de conhecimento) gerada pela má comunicação. Precisamos nos esforçar na comunicação. Lutar para que a mensagem seja transmitida de forma clara, transparente, sem interferências. Dentro de casa, nos relacionamentos pessoais, é que enfrentamos o maior desafio da comunicação. Pode ocorrer, por exemplo, uma discussão com o cônjuge por pura falta de comunicação… a situação vira um stress por causa disso. Com nossos filhos não é diferente. O diabo faz de tudo para mudar a compreensão das palavras. Falamos “eu te amo”, mas os filhos estão ouvindo “eu te odeio”.  Não é o que falamos, mas é o que eles estão entendendo daquilo que falamos. Isso é a arte da comunicação: Conseguir fazer com que a outra pessoa entenda exatamente o que falamos. Geralmente as brigas e discussões começam assim, porque as pessoas literalmente não se entendem. Às vezes as pessoas estão falando a mesma coisa… mas com palavras diferentes (por isso não se entendem). O diabo investe justamente aí, na nossa comunicação. Quando você disser pro seu filho(a) “eu te amo”, se certifique de que ele(a) entendeu que você o(a) ama.
Uma situação muito comum de falta de comunicação entre pais e filhos é quando um filho (por volta dos 14 anos) pede, pela primeira vez, para viajar com os amigos. Os pais ficam temerosos em deixa-lo ir, e dizem não. O “não” deles representa o cuidado deles, o zelo, o amor deles pelo filho… Quando eles dizem “não” estão dizendo em seus corações: “nós te amamos tanto que não queremos que você se exponha a situações perigosas”. Porém o filho não entende dessa forma. O que o filho entende é: “Nós não nos importamos com você”. Ou então: “O que você quer fazer não é importante pra nós”. Dessa forma nenhum dos dois se entende, nem os pais, nem os filhos. É como se eles falassem dois idiomas completamente diferentes, um fala português, o outro fala “grego”… Esse é um dos maiores problemas na criação dos filhos (falarem “línguas diferentes”) porque os pais não percebem essa dificuldade de comunicação, essa realidade dos “idiomas” diferentes que ambos estão falando.
Os filhos ainda não sabem o nosso “idioma”, eles ainda não são pais. Eles ainda não têm essa experiência. Eles falam o “idioma” deles, adquirido através das experiências deles, da juventude, da descoberta… da geração deles. Nossos filhos (na adolescência) falam a língua “da inconstância, da insegurança, dos hormônios, da auto-afirmação”. É uma fase difícil, que faz parte da vida. Nós (pais) somos mais maduros que eles, mais experientes. Nós temos mais vivência, mais condições de compreende-los, afinal também já fomos criança, também já fomos adolescentes um dia. Mas eles não, eles nunca foram pais. Nós geramos a expectativa de que nossos filhos nos compreendam, queremos que eles entendam o nosso “idioma”, entendam as nossas lutas, as nossas dificuldades, os nossos problemas… quando eles ainda nem falam “a nossa língua” direito… Nem conhecem a nossa realidade. Cabe a nós (pais), que somos mais maduros, que estamos à frente deles, termos a sabedoria para compreende-los, e para ensina-los a falar “a nossa língua”, a língua da responsabilidade, do temor do Senhor, da cruz de cada dia, da santidade, da honestidade… a língua da preocupação com o futuro, que infelizmente, a maioria de nós temos. Porém, para que eles consigam aprender “a nossa língua”, nós primeiro precisamos aprender “a língua deles”. Precisamos entender o que eles passam, o que eles pensam, os dilemas e lutas deles, principalmente na fase da adolescência, fase que nós (pais adultos) já superamos um dia.
Ainda que pra nós, aos nossos olhos, os problemas deles pareçam pequenos, para eles são grandes problemas, e são complicados de se resolver. Precisamos entender o ponto de vista deles. Há uma verdade acerca da vida, que a maioria de nós (pais) já sabe (porém muitos filhos ainda não sabem), a verdade é que: A vida não é fácil… A vida não é um “conto de fadas” como naqueles filmes infantis… A realidade é bem diferente. Quando vamos criar nossos filhos temos que lembrar de algo importante: crescer dói. Ser adulto dói. Ser “gente” dói. Simplesmente dói… Isso nos ajuda a compreende-los. Nos ajuda a entender a crise (e a inconstância) dos adolescentes. Temos que lembrar que na infância somos poupados de uma série de informações sobre a realidade da vida. Ninguém põe os filhos pequenos para assistir um documentário sobre guerra… ou sobre assassinato. Ninguém é louco de ensinar sobre aborto a uma criança de 5 anos (ela ficaria traumatizada pelo resto de sua vida). Há coisas que não fazem parte do universo das crianças, mas fazem parte da realidade da vida, e um dia, quando nossos filhos estiverem crescidos (quando chegar na adolescência), eles aprenderão todas essas coisas. E terão que lidar com elas… terão que conseguir ser felizes, mesmo sabendo do outro lado da vida, da realidade e da maldade que está solta neste mundo. É por isso que os adolescentes entram em crise existencial… porque eles estão descobrindo a realidade da vida, e ao mesmo tempo, não querem descobrir… a cabeça deles ainda vive no “mundo da fantasia” na maior parte do tempo, porém eles não querem mais ser crianças. Por isso, ao mesmo tempo em que eles querem “curtir a vida” que querem ser independentes dos pais, eles lutam internamente para não enxergarem o lado doloroso que a vida tem… Eles começam a descobrir as vantagens de ser adultos, o lado bom de ser “gente grande”, porem não querem abrir mão das regalias da infância… querem continuar “sendo poupados” do lado ruim da vida. Eles querem ter a liberdade total, mas não querem ter a responsabilidade (lógico que isso, na maioria das vezes, é uma atitude inconsciente). É por isso que crescer dói. Que ser “gente” dói… Porque lidar diariamente com a “vida real” não é fácil. A vida não é feita só de bons momentos… Temos que nos esforçar para muitas coisas… Temos que ter disciplina… A nossa alma tenta o tempo todo nos governar… A nossa carne milita contra o espírito… E como se não bastasse, ainda existe o diabo pra nos atrapalhar. Realmente é um desafio ser “gente”.
Temos que “ensinar” isso aos nossos filhos. Temos que ensina-los com amor e sabedoria qual é a realidade da vida… a realidade do mundo espiritual. A realidade da natureza caída do ser humano. Temos que ensina-los quem é Deus, quem é Jesus Cristo… Que existe um Salvador pra todos aqueles que querem ser salvos… temos que ensiná-los a buscar a Deus diariamente, a desenvolver um relacionamento espiritual com Deus. Porque se eles não aprenderem a buscar a Deus (desde pequenos), serão infelizes. Queremos, podemos (e devemos) ser felizes (é da vontade de Deus que sejamos felizes) mas não podemos anular as dificuldades que surgirão pelo caminho, elas fazem parte da vida. Jesus nos advertiu… Ele nos avisou que teríamos lutas; mas Ele também disse que Ele havia vencido todas as dificuldades (Jo 16:33). Por isso se estivermos “em Cristo”, podemos tomar posse das vitórias que Ele conquistou pra nós.  Cabe a nós ensinar isso aos nossos filhos. Cabe a nós ensina-los o nosso “idioma”, o “idioma da vida”… Mas nós só conseguiremos ensinar um idioma a uma pessoa, se primeiro conhecermos o idioma dela. Quem não fala inglês, não consegue ensinar inglês pra outra pessoa. Só quem fala é que consegue ensinar.
Por isso, como ensinaremos o nosso “idioma” aos nossos filhos, se não falarmos o “idioma” deles primeiro? Como seu filho vai entender o que você está falando, se você não conhece “a língua” que ele fala? O “mundo interior” que ele(a) vive? 

“Qual a razão por que não compreendeis a minha linguagem? É porque sois incapazes de ouvir a minha palavra.” (João 8.43).  

Na maioria das vezes não há nenhum esforço em aprender. E isso é transmitido no relacionamento. Os filhos percebem que os pais não os entendem (e não fazem força pra entender). Essa é uma grande brecha pro diabo agir, é o que ele quer… que nossa comunicação com nossos filhos seja interrompida. Precisamos lutar pela boa comunicação. Nos esforçar por ela. Precisamos entrar no mundo dos nossos filhos, conhecer o mundo deles, como eles pensam… o que é importante pra eles. O que os entristece… o que os alegra… mas principalmente, como eles nos vêem… qual é a imagem que eles têm de nós (pais). Será que conseguimos passar pra eles o quanto nós os amamos? Será que eles estão vendo isso? Entendendo isso?
Ou será que estão entendendo tudo errado?
A comunicação é uma arte mesmo. E exige esforço. Quem ama se esforça.
“Irai-vos, e não pequeis; não se ponha o sol sobre a vossa ira. Não deis lugar ao diabo.” (Efésios 4:26, 27)
Em outras palavras:  “Não deixe que o sol se ponha sobre a vossa ira…”
“Não deixe uma situação ruim, mal-resolvida até o dia seguinte”.
Não dê essa abertura para o inimigo!
Se comunique!
Miss. Sarah Sheeva
Trecho do Livro: 
“Onde Foi Que Eu Errei?” 
Capítulo 15: A falta de Comunicação
 
Conectando 18+

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Plano de leitura Bíblico para 2012

                                                                                                            Imagem: Internet

E ae, galera?
Faltando poucos dias para 2012 e, com o objetivo de edificação geral da nação (rs), queremos lançar um desafio para ler a Bíblia toda em 1 ano!! Quem topa?
Abaixo segue o link para você baixar uma planilha com o Plano de Leitura da Bíblia, desenvolvido pela Sociedade Bíblica do Brasil.
Consiste em apenas 3 CAPÍTULOS por dia, e você marca na planilha. Não demora nem 30 minutos pra ler esses capítulos!
É bem legal, pois vc pode ir acompanhando a porcentagem de leitura que vc já fez e/ou ainda falta fazer, só marcando "X" a cada capítulo que vc for lendo.
Uma boa dica: deixar o ícone no seu desktop, pra NÃO ESQUECER de ler!
Cremos que Deus quer nos levar a caminhos mais altos. A Palavra diz em Oséias 4:6 : "O meu povo perece por falta de conhecimento".
Ore pra que Deus te dê fome pela verdade, justiça e conhecimento.
Certamente, daqui um ano, você terá mais bagagem espiritual, e nós também!
Vamo que Vamo! Estamos com vocês!

Clique aqui para baixar o plano de leitura em Excel.

Deus abençoe!

Jovens Conectando IECBR

terça-feira, 28 de junho de 2011

FIQUEI PRA TIA... ELA, NÃO!!


"Mas os que esperam no SENHOR renovarão as forças, subirão com asas como águias; correrão, e não se cansarão; caminharão, e não se fatigarão." - Is. 40-31

“Porque sou eu que conheço os planos que tenho para vocês”, diz o Senhor, “planos de fazê-los prosperar e não de lhes causar dano, planos de dar-lhes esperança e um futuro.” Jr. 29.11


A expressão “Fiquei pra tia” é antiga, mas por mais remodelada que seja, seu significado faz mocinhas chorarem desesperadas por uma solução para sua “solteirice” (não pensem vocês, rapazes, que não sofrem desse mal – ser “tiozão” é ainda pior). Todos querem conhecer alguém, namorar e, por fim, casar! Eu creio que o mais difícil não é esperar pelo momento certo, mas sim ver tanta gente tendo relacionamentos (aparentemente) felizes enquanto eu não estou vivendo isso. Vamos aos fatos.


- Você não beija ninguém há cinco anos, esperando pela pessoa certa. Sua amiga, que terminou o namoro há três semanas, encontrou a “cara metade” na semana seguinte!


- Seu colega de faculdade é galinha e fica com todas as meninas da faculdade. Você decidiu investir apenas em uma - e ela te deu um fora memorável.


- Seus pais se conheceram aos 20 anos de idade, namoraram alguns meses, casaram e estão juntos há 35 anos. Você está beirando os trinta e até agora, nada!


Não parece injusto? Pode parecer, mas não é. A questão é que comparamos nossas vidas com a realidade dos outros e medimos a eficiência de Deus (sim, de Deus!) pela similaridade dos acontecimentos nas nossas vidas com a dos outros. “Eu fiquei pra tia, por que ela não?”. E de uma maneira incrivelmente assustadora, você encontra os melhores argumentos para afirmar que quem deveria estar casando era você, não ‘ela’.


Ouvi uma frase ontem que explica bem a nossa atitude. Pr. Armando Cidaco disse: “Não confie nos feitos de Deus, mas no caráter de Deus”. Ou seja, não coloque sua confiança, sua esperança, sua fé naquilo que Deus fez na vida dos outros – porque cada história tem um enredo diferente! – mas coloque seu coração no caráter do Pai, em quem Ele é – fiel, perdoador, amoroso, cumpridor de promessas, constante, justo, benigno... Ele tem todas as qualidades para escrever o melhor roteiro de todos para sua vida.


Quando pensamos que nossas idéias são mais criativas que as de Deus, nos tornamos orgulhosos e medíocres. Acreditamos ter soluções inovadoras para nosso coração solitário – quando na verdade Deus está querendo preencher nosso interior com a Sua presença, para depois nos presentear com um grand finale.


Na Bíblia encontramos um texto claro sobre o que Deus pensa e prepara para nós. “Porque sou eu que conheço os planos que tenho para vocês”, diz o Senhor, “planos de fazê-los prosperar e não de lhes causar dano, planos de dar-lhes esperança e um futuro.” (Jeremias 29.11). Foi nosso Pai Celestial quem disse estar preparando um futuro pra gente.


Por que insistimos em pensar que depois dos 28 anos não há futuro? Que existe uma data limite para casar e ser feliz? Que os planos são bons para nossos amigos e inimigos, mas não funcionam conosco?
Comparação sempre será pecado: ou seremos melhores ou piores que alguém. A sua história é única, escrita pelo maior roteirista de todos os tempos: Jesus Cristo. Deixe-O cuidar do making of, da produção, do roteiro e dos atores! A maior história de amor ainda está para ser escrita.


PENSAMENTO DO DIA:
Deus tem o melhor para minha vida e isso não depende do meu cronograma, mas sim do Seu caráter.


ORAÇÃO:
Pai, eu sei que tu podes todas as coisas. Preciso hoje do teu perdão, pois muitas vezes comparo a minha vida à dos outros, quando deveria confiar na Tua história perfeita pra mim. Ajude-me a confiar e descansar em Ti e assim viver uma vida que te agrade todos os dias. Eu entrego o meu futuro nas tuas mãos, porque sei que Teus pensamentos e planos são maiores e melhores do que eu possa imaginar – e Tu podes e vai realizá-los em mim. Obrigada por teu imenso amor e porque posso viver o maior e melhor romance de todos contigo – Amado Jesus!


Escrito por Queila da Rosa.
Postado por Carla Duarte.

terça-feira, 10 de maio de 2011

NÃO TEM PROBLEMA, NINGUÉM ESTÁ VENDO!

                                                                                                         Imagem: Internet
Gênesis 38:11-26

Hoje, muitos reescrevem a pergunta: "Se uma pessoa fizer algo imoral, não ético ou pecaminoso, e ninguém ficar machucado, ou se o ato não for visto por ninguém, isso é realmente errado?"
Como vimos no texto citado, Judá se convenceu de que tinha o direito a um pouquinho de imoralidade e que, se ninguém soubesse e ele não magoasse ninguém, seu pecado não teria consequências negativas. Porém, ele descobriu que o pecado é SEMPRE um erro; tem sempre consequências e sempre fere alguém, principalmente a Deus. Quando você é tentado a pensar "Ninguém está vendo", "Ninguém ficará sabendo" ou "não vai machucar ninguém", lembre-se que Deus está sempre vigiando e todo pecado prejudica seu relacionamento com Ele.
Note tembém que Judá estava pronto para julgar severamente o pecado de Tamar e só quando foi exposto pelo extratagema dela é que Judá admitiu sua culpa. NÃO SOMOS CHAMADOS PARA APLICAR OS PADRÕES DE DEUS AO COMPORTAMENTO DOS OUTROS ATÉ QUE TENHAMOS APLICADOS A NÓS MESMOS.
Quando ninguém está olhando, você age da mesma forma que age quando as pessoas estão te observando? Ou age de um modo em púlblico e de outro modo quando pensa que ninguém está vendo ou ficará sabendo? Você critica o pecado alheio embora não reconheça o seu próprio pecado?
Falta pouco para "terminarmos" nosso jejum.
Deus quer que você tenha uma vida inteiramente santificada, não só em alguns momentos, ou apenas durante o jejum ou quando você está próximo às pessoas, mas em TODO TEMPO, inclusive naquele momento em que "ninguém" está vendo.


Larissa Aymes - Líder 18+

domingo, 8 de maio de 2011

NÃO ESPANQUE O PALHAÇO II

                                                                                                               Imagem: Internet

No meio da moçada a masturbação é um assunto comum, sempre vem a tona, de várias maneiras e com variados nomes e um dos apelidos carinhosos para a masturbação é o famoso “Espancar o Palhaço”. O porque desse apelido não é tão interessante quanto o número de adolescentes e jovens, meninos e meninas que após descobrirem o prazer solitário da masturbação acabam se viciando, e muitas vezes, mesmo casados, preferem mais esse tipo de prazer do que a própria relação sexual.
No universo masculino entre 12 à 15 anos se descobre essa grande fonte de prazer. No inicio as primeiras masturbadas acontecem de forma inesperada, é algo novo, meio assustador, mas ao mesmo tempo libertador, pois é uma afirmação da sexualidade, e principalmente uma fonte de muito prazer. É um alívio, não só no sentido fisiológico, mas também no sentido social, pois a pressão do grupo, em cima daqueles que ainda não experimentaram o prazer da ejaculação é muito grande.
Conforme o tempo passa, a masturbação torna-se algo rotineiro e comum, principalmente para os meninos. Entretanto, passado o medo e a pressão, vem um novo problema, que é o vício. Torna-se algo fora do controle, é como se o seu organismo dependesse daquela dose de prazer diariamente, o indivíduo não se masturba apenas pelo prazer ou alívio, mas sim porque tornou-se refém dessa prática, e muitas vezes não consegue passar nem mesmo um dia sem se masturbar.
Todo vício surge de uma falha ou uma situação débil. O vício nos mostra que alguma coisa em nós está errada, esta faltando algum elemento, e por percebermos essa falta, corremos atrás de outras fontes de prazer na tentativa de substituir aquilo que não conseguimos suprir. Digo isto, pois nem sempre a masturbação é simplesmente uma falha de caráter ou de conduta, mas é sim uma evidência de que esta faltando alguma coisa muito maior, ou muito além do que imaginamos. Sendo assim não é possível deixar o vício da masturbação apenas taxando-a de pecado ou imoral, e nem mesmo realizando centenas de rezas, votos, juramentos e outros atos religiosos, muitas vezes isso piora o quadro, pois gera mais culpa. É preciso compreender que talvez esse vício esteja tentando suprir outras carências, como ansiedade, solidão, falta de atenção, stress, medo, pressão, etc.
Nem todos os desvios de conduta se resolvem apenas em um âmbito espiritual e religioso, mas muitas vezes estão entrelaçados com sérias feridas vindas da alma, vindas da nossa mente, do nosso coração. É indispensável para uma vida saudável e livre, a percepção daquilo que nos aflige ou nos entristece. Por essa razão, antes de espancar o palhaço ou de se entregar a qualquer outro vício, tente descobrir o que realmente você esta querendo encontrar, tente olhar pra si e perceber o que é que lhe esta faltando, o que é que não lhe deixa ser totalmente livre e o faz buscar essa liberdade em atitudes que na realidade te aprisionam.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

NÃO ESPANQUE O PALHAÇO (SOBRE MASTURBAÇÃO)

                                                                                                            Imagem: Internet

A origem latina da palavra 'masturbare' é uma combinação de duas palavras: manus (mão) e stuprare (desonrar, profanar). Assim sendo originalmente, masturbar significa "desonrar com a mão".
Masturbação é pecado?
Se você conseguir se masturbar pensando em uma cachoeira ou numa paisagem, você é uma espécie digna de ser estudada.

Nossos olhos:
O que nossos olhos vêem e lêem produz e controla a maior parte de nossos pensamentos. As Escrituras ensinam que os olhos são a “candeia do corpo” (Mt 6:22, 23) e que se os “olhos forem maus”, o corpo “será tenebroso”. Esta verdade descreve mais do que um fato físico. Refere-se ao que os olhos deixam entrar na mente.

Reflita sobre as seguintes observações:
A. Vejamos a definição de lascívia e luxúria: “Gratificação dos sentidos ou indulgência para com o apetite; dedicado ou preocupado com os sentidos” e “desejo sexual intenso”. A masturbação encaixa-se definitivamente nestas definições (veja Gl 5:19). Pode-se praticar a masturbação sem lascívia ou luxúria?
B. O teste seguinte é o de sua vida mental. Jesus disse: “Eu, porém, vos digo que todo aquele que olhar para uma mulher para cobiçá-la, já em seu coração cometeu adultério com ela” (Mt 5:27, 28). Quando uma pessoa pratica masturbação, o que se passa em sua cabeça? As cachoeiras de Paulo Afonso? Pode alguém se masturbar sem imaginar um ato sexual ou ao menos cenas sensuais? O que você acha? Se você pratica a masturbação, pode sua mente permanecer pura?
C. Em seguida, reflita sobre a santidade e a intenção da relação sexual no casamento. Sem sombra de dúvida, a masturbação é uma tentativa de experimentar as mesmas sensações que são atribuídas ao casamento. É um substituto do ato verdadeiro – uma farsa, uma falsificação, um dolo.
D. A masturbação é também totalmente egocêntrica. Uma das características do egocentrismo é a auto-indulgência. Paulo descreve o modo de vida de quem é controlado por Satanás, dizendo: “Todos nós também antes andávamos nos desejos da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos” (Ef 2:3).
E. Finalmente, a masturbação pode nos levar à escravidão. Quando uma pessoa é dominada por uma indulgência carnal, ela peca. “Não reine, portanto, o pecado em vosso corpo mortal, para obedecerdes às suas concupiscências” (Rm 6:12). Paulo também diz: “Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm. Todas as coisas me são lícitas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma delas” (I Co 6:12). Você é escravo da masturbação?
Por isso, não espanque o palhaço!
Masturbação ou Onanismo: é a provocação do orgasmo através de excitações. A Bíblia não fala diretamente sobre masturbação, praticada fora das relações sexuais.

1. Há várias espécies de masturbação:
Muda: excitamento por pensamentos, leituras ou contemplação;
Manual: excitação praticada com as mãos nos órgãos sexuais;
Instrumental: excitação obtida através de instrumentos.

2. Motivos da Masturbação:
Acaso e curiosidade: encontrado geralmente em crianças.
Idade: em geral na puberdade entre 13 a 18 anos.
Pornografia: a maior causadora da masturbação. Leituras de revistas, filmes, pensamentos eróticos.
Comportamento e ambiente daqueles que ficam solitários, desocupados, não praticam esportes, ambientes longe da família como: internatos, prisões, acampamentos de trabalho, pensões, etc. O ambiente mais apropriado para masturbação é o banheiro e o quarto.
Outros motivos podem ser apontados como: timidez, desvios, etc.

3. Perigos da Masturbação:
Produz uma adaptação dos órgãos dos sentidos. No ato normal a pessoa pode ficar insatisfeita. Não produz satisfação: sendo uma manobra desviada do natural não produz uma satisfação verdadeira. Egoísta e solitária.
Frieza espiritual. Todo jovem ao fim de uma masturbação sente a culpa do pecado de ter pensado numa mulher ou homem, e de ter feito algo anti-natural. Satanás se aproveita para acusá-lo e ele não tem coragem de confessar a Deus e pedir-lhe ajuda.

4. Medidas contra a Masturbação:
Admitir que é um erro espiritual, um erro moral e físico.
Procurar esclarecimento das causas e efeitos da masturbação.
Procurar ajuda de Deus ou de outra pessoa, se abrindo em segredos. Não pense que é só você que se masturba, quase 100% dos rapazes fazem isto.
Evite literatura pornográfica, como filmes, e pensamentos eróticos.
Não fique com a mente vazia deitado até tarde.
Não demore no banheiro, nem no chuveiro, deixe a porta destrancada.
Todas as vezes que você se masturbar, confesse e peça a Deus que lhe ajude!
Lembre-se que você é uma nova criatura! E quando a tentação chegar, peça ao Espírito Santo para defendê-lo e ajudá-lo.
Se você não aprendeu ou ainda não se masturbou, não procure aprender, ou não se masturbe, pois você só tem a ganhar com isto. Não existe nenhum mal para a saúde naqueles que não se masturbam. Naturalmente, o corpo expele qualquer excesso por meios naturais, a POLUÇÃO NOTURNA. Não pense que as pressões sexuais vão lhe atingir psicologicamente.
Atinge a mente: no ato, o cérebro recebe excitação exterior de um fato real. Na masturbação, tem que ser produzida artificialmente pela imaginação.
Causa tristeza: tudo que não tem razão de ser, entristece. No final, em vez da união, descobre-se a solidão.
Falta de relações sexuais: a pressão do instinto sexual sem a possibilidade do ato sexual, leva o jovem à masturbação. Animais se masturbam.
Hábito: quando a masturbação se torna um vício, ela é criativa e substitui o ato sexual.
Leva a intemperança (falta de controle) por ser de fácil execução, a qualquer hora e em qualquer lugar. A masturbação não satisfazendo totalmente, leva a pessoa a praticá-la cada vez mais, chegando às vezes ao esgotamento dos órgão genitais, e cerebral.
Falta de excitação no ato: geralmente quem foi viciado em masturbação, mesmo casado tende a voltar à masturbação.
Repugnância pelo ato: desvios no conceito moral e religioso sobre sexo.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

SEXO : A PRIMEIRA VEZ.



                                                                                                         Imagem: Internet

Fato 1-  Deu na revista Capricho em outubro/2002: as pressões da "turma" estão levando muitos adolescentes a iniciarem sua vida sexual com garotas de programa, prostitutas. A reportagem inclui relatos de quem transou pela primeira vez num bordel ou em "festinhas" particulares. E de quem foi levado a fazer isso pelo próprio pai, ou até pela mãe. 

Fato 2-  Há alguns dias, a revista Veja publicou uma matéria sobre a novela Laços de Família e usou como base dois "exemplos" de mães representados na trama: a Helena, que ficou grávida para tentar salvar a filha, e a Capitu, que se prostitui para ganhar dinheiro e garantir uma vida de mordomias e bem estar ao filho.

Fato 3-  Uma outra reportagem, desta vez, na televisão, mostra que alguns pais do século XXI já admitem que os filhos durmam com suas namoradas, ou vice-versa, dentro de casa.

Fato 4-
 Uma propaganda do governo de prevenção à AIDS mostra um filho entregando uma camisinha ao pai, caso ele mantenha uma relação extra-conjugal.

Cada um desses é um caso isolado, mas revelam a mesma coisa: a sexualidade deixou de ser tabu e é tratada com muita naturalidade. A prostituição está ganhando ares de necessidade ou simples opção de vida. Assim como o homossexualismo, as relações extraconjugais, a vida sexual ativa de casais de namorados, a pornografia. Avanço? O fato de se falar de sexo sim, mas não a maneira como ele é encarado.

                                   Mundo de lá x Mundo de cá:
 Erra quem pensa que os jovens não têm problemas. E o maior deles, com certeza, está na área da sexualidade, mais especificamente, na área da virgindade. É um dilema que não escolhe classe social, raça, cor e nem religião. Basta dar uma olhada aqui mesmo, no eu creio, nas perguntas enviadas ao Brother. Diariamente chegam dezenas delas. São adolescentes e jovens lutando contra seus desejos sexuais fora de hora. Namorados que trabalham ativamente na igreja e vivem em pecado. Gente que ora, jejua, lê a Bíblia e mesmo assim não consegue deixar de lado os relacionamentos ilícitos. Meninos que sofrem por ser o único virgem da turma. Garotas iludidas já aos 14, 15 anos de idade.

Na mídia secular, ocorre o mesmo. Diversos canais com perguntas sobre sexo mostram os turbilhões de conflitos que a sexualidade vem causando na adolescência. "Será que já estou preparada?", "Estou arrependido", "Não gostei da experiência" são alguns encaminhamentos constantes aos psicólogos e sexólogos.

A maneira como a sexualidade vem sendo difundida em nossos dias é um dos vilões dessa história. A libido sempre existiu, desde a criação do mundo, quando Adão olhou para Eva e a contemplou. Mas agora, a história é outra.

Os apelos sexuais são mais fortes, as pressões também. Mesmo assim, nada justifica o erro.

Quem crê em Deus, precisa aprender a entender e viver Seus princípios, deixados na Bíblia, sua única regra de fé e prática. Em nenhum livro das escrituras fala-se sobre "a primeira vez", ou o "namoro cristão". Mas há fundamentos para uma vida santa, um comportamento que agrade a Deus. Começando pelo casamento, onde a relação sexual é um "privilégio", um presente aos casados. "Digno de honra entre todos seja o matrimônio, bem como o leito sem mácula; porque Deus julgará os impuros e adúlteros." (Hebreus 13:4).

 Com a relação à santidade, são muitos exemplos:

"Pois esta é a vontade de Deus, a vossa santificação; que vos abstenhais da prostituição, que cada um de vós saiba possuir o próprio corpo, em santificação e honra, não com o desejo de lascívia, como os gentios que não conhecem a Deus, e que, esta matéria, ninguém ofenda nem defraude a seu irmão, porque o Senhor, contra todas estas cousas, como antes vos avisamos e testificamos claramente, é o vingador, porquanto Deus não nos chamou para a impureza, e, sim, em santificação." (Tessalonicenses 4:3-7).

"Porém o corpo não é para impureza, mas para o Senhor, e o Senhor para o corpo... Não sabeis que os vossos corpos são membros de Cristo? E eu, porventura tomaria os membros de Cristo e os faria membros de meretriz?" (I Coríntios 6:13)

Porque tudo isso? Não porque Deus é carrasco, mas porque já sabia o que era melhor para seus filhos. E por mais que a modernidade tente dizer o contrário, uma relação sexual deixa marcas profundas ("e tornam-se os dois uma só carne..."). Se for na hora errada, com a pessoa errada, da maneira errada, vai deixar de ser um presente e virar um peso, um problema.

Há algum tempo, num programa de televisão para a juventude, o pastor Estevan Hernandes, da igreja Renascer em Cristo, foi confrontado sobre a virgindade. E veio o famoso questionamento: "As experiências pré-matrimonais não são boas para se aprender a lidar com sexualidade?" A resposta dele? A melhor possível. "Jogue um cachorro que nunca viu água num rio e veja se ele não sai nadando. Com a vida sexual é assim. Deus já preparou tudo", disse frente às câmeras.

 "Falar é fácil, mas na prática..."

"Sou fraco, cai". "Deus mesmo deu o desejo, não pude resistir à Sua criação". São inúmeras as justificativas para o pecado. Mas Paulo foi enfático quando falou sobre o "resistir" às tentações. "Não vos sobreveio nenhuma tentação, senão humana; mas fiel é Deus, o qual não deixará que sejais tentados acima do que podeis resistir, antes com a tentação dará também o meio de saída, para que a possais suportar." (I Coríntios 10:13) Na prática, é preciso fugir daquilo que nos faz pecar. E isso pode ser feito, garante quem já passou pela experiência, de uma maneira agradável.

Uma delas, é sonhar. Sonhar muito com as maravilhas de um casamento perfeito, mesmo que a sociedade diga que ele não existe. Pense alto, voe como uma águia e acredite que para você, Deus tem o melhor. E tem mesmo. Tem para todos, mas alguns o desprezaram. Sonhe com uma lua-de-mel, sem achar que isso está fora de moda. Sonhe em descobrir junto ao seu parceiro as maravilhas e os prazeres da relação sexual, sem medo, sem culpa, sem pressa e com a benção de Deus.

Outra forma é, literalmente, deixar aquilo que te faz pecar. Fuja daquilo que produz pensamentos ruins em sua mente. Os pensamentos são incontroláveis, quando você menos espera, eles vêm, mas as influências externas têm muito poder sobre eles. Se o ambiente onde vive for de santidade, você não terá tempo e nem espaço em sua mente para aquilo que não vem de Deus. Fuja também de situações que o levem a destruir o sonho da "primeira vez". Se não dá para beijar sua namorada sem controlar os impulsos, beije menos, e nunca em lugares propícios à uma relação sexual. E tenha sempre em mente: cada carícia leva à mais intimidade, nunca a menos. Depois que se atinge um limite, é difícil voltar atrás, a tendência é ir sempre em frente.

Ame, desde já, mesmo sem conhecer, seu marido ou esposa. Ame tanto que queira dar o melhor a ele ou ela, não o resto. Queira dar-lhe as primícias, a única coisa que há em você e que uma vez tirada, jamais voltará: sua virgindade. Permita-lhe esse privilégio.

Faça a si mesmo um desafio. Um desafio de não ser levado pelas pressões, mas pelo Espírito Santo de Deus. Peça para que Ele te conduza, e deixe-se conduzir.

Queira ser diferente. E tenha certeza: Deus está do seu lado! Torcendo pela sua "primeira vez"... 


Fonte: Jesus Site.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

TRANSEI, E AGORA?

                                                                                                    Imagem: Internet

Olhares se cruzam; a pequena chama está acesa. A conversa, a princípio inocente, vai dando lugar as carícias. O desejo, quase incontrolável, afogueia o corpo dos apaixonados. Agora, o segurar das mãos não é o bastante. Os abraços são seguidos de beijos longos e apaixonados. Como a intimidade não tem volta, ela é cada vez mais crescente, dominadora, exigindo mais, abrindo as portas do “jardim fechado”, revelando sensações adormecidas, até acontecer o que parece inevitável. Eles se entregam um ao outro. Os dois seres são arrastados pela torrente irrefreável do prazer. Eles chegaram a um ponto que parece impossível de voltar. Na verdade, neste momento, eles não querem voltar. Eles não pensam em nada a não ser neste momento. Possuídos pelo desejo, eles consumam o ato. De repente tudo acaba, eles voltam a realidade. Sobressaltados, eles nem sabem o que fazer. E agora?
Eles se ajeitam o melhor que podem. Sem conseguirem se encarar, eles correm para casa e se trancam no banheiro. Num banho demorado, ela tenta lavar o que não poder ser limpo com água. Não há como negar que o que sentiram foi algo extraordinário. Mas, se o que eles fizeram foi tão maravilhoso, porque um sentimento estranho e incomodo desassossega os amantes? Porque dentro deles uma pequena voz importuna a consciência? Porque, como Adão e Eva, eles também desejam se esconder? Porque é tão difícil encarar os pais no outro dia? Porque aquilo que foi tão lindo, agora parece tão feio?
Os namorados se evitam. Eles sabem que se ficarem a sós por uns minutos tudo vai acontecer outra vez. Depois da primeira vez exercitar domínio próprio é dificílimo. Muitas opções inquietam o dia seguinte. O que fazer? Continuar transando? Alguém pode descobrir e ainda tem o risco de gravidez. Terminar o namoro? Nem pensar, eles se amam! Casar como? Eles ainda têm a faculdade. Contar para os pais? Qual vai ser a reação deles? De jeito nenhum, os pais são uns quadrados; eles nunca vão entender. Procurar um amigo? Onde encontrar este amigo que vai manter o segredo e que tem uma palavra salvadora? Confessar ao pastor? E se ele levar o fato ao conhecimento da igreja? E se ele simplesmente excluí-los da igreja? Aí todo mundo vai ficar sabendo.
O jeito é esconder. Mas no sermão de domingo o texto lido não podia ser pior. “Aquele que esconde o seu erro ficará com seus ossos secos, mas o que confessa e deixa alcançará misericórdia”. Confessar a quem? A Deus, ao pastor, a igreja, um ao outro. Será que temos mesmo que confessar? Nossa entrega foi por amor! Simplesmente atendemos o chamado da própria natureza! Quem colocou este desejo dentro de nós foi o próprio Deus! Afinal, vamos nos casar! Além disto tudo, todo mundo faz! Porque só nos dois é que temos que nos controlar?
Seus argumentos são válidos e bem colocados. No entanto, dentro deles o desassossego permanece. Uma culpa crescente destrói-lhes a paz. Uma tristeza profunda aborrece os momentos que antes eram felizes. Um silêncio irritante os faz ouvir seus próprios pensamentos. E agora?
A decisão a ser tomada vai depender do quanto você está comprometido com Deus. Para quem vive sem Deus é muito normal transar. Eles simplesmente transam e pronto. A filosofia deles é: “viva e deixe viver”. Estas pessoas afirmam categoricamente. Nada é ruim se é bom para mim mesmo. Se engravidar faz um aborto e pronto. E daí se os pais descobrirem? Se der certo casamos, se não separamos! Minha consciência de nada me acusa! Não temos nenhuma satisfação a dar a sociedade! Cada um cuide da sua vida! Não dou o direito de ninguém se meter onde não é chamado!
Outras pessoas já conhecem a Deus, mas mesmo assim ainda não permitem que Deus controle todas as áreas de sua vida. Embora estas pessoas queiram fazer o que é certo, elas ainda continuam a fazer o que lhes agrada e domina. Elas procuram ter um relacionamento com Deus, mas elas vivem em altos e baixos. Conseguem não transar por algum tempo. Procuram a ajuda de Deus com veemência. Por alguns dias, elas conseguem vencer até caírem na mesma falta. As constantes quedas produzem cristãos fracos, raquíticos, anêmicos, com uma auto-estima doentia. Das duas uma, eles se conformam e continuam vivendo este tipo de vida ou se tornam hipócritas e aparentam viver aquilo que no fundo não vivem. Paralelamente a pública e supostamente santa vida cristã, eles vivem uma vida ambígua, deformada, e muitas vezes intolerante com o pecado os outros. Eles pecam, vivem como se não pecassem, e condenam os que pecam.
Em terceiro lugar, existem aqueles que sinceramente querem andar com Deus. Por mais que eles tenham milhares de argumentos válidos para se autojustificarem, eles reconhecem que pecado é pecado. Eles não são nem mais nem menos pecadores que todos os outros. A diferença é que estes não querem permanecer no pecado. Para eles o pecado é um acidente de percurso. Eles pecam porque são pecadores, mas eles não sentem prazer no pecado. Eles reconhecem que só existe uma maneira de lidar com o pecado. Vejamos um exemplo:
Ao soar a campainha, abro a porta sorridente. “Como vai Maria? Entre, o que posso fazer por você?” Pergunto eu olhando nos seus olhos já prevendo o pior. Maria foi criada na igreja e lidera os adolescentes. Seus pais também são líderes na igreja. Seu olhar triste e cabisbaixo revela que algo vai mal. Para ela é difícil falar; portanto eu faço tudo o que posso para não dificultar as coisas. Não quero tornar o assunto mais penoso para ela. Depois das primeiras palavras trôpegas e sussurrantes Maria confessa: “Pastor estou grávida, que vou fazer agora?” Maria não consegue controlar as lágrimas. Mesmo ouvindo histórias como esta durante todo o meu ministério, não consigo acostumar-me.
Meu coração de pastor se enche de amor por Maria. Com voz embargada e firme lhe digo: Maria você tem duas opções. A primeira delas é não fazer absolutamente nada. Ao confessar para mim, você está confessando para o próprio Deus. Deus ama você e certamente lhe perdoa. Pecado confessado é pecado perdoado. No entanto, seu estado vai se tornar público. Sua barriga vai crescer. Como você mesma sabe, as pessoas vão começar a criticar. Seus pais irão ficar chocados, tristes, e magoados, tanto com você quanto com aqueles que a acusarem. Alguns vão cobrar do pastor uma posição. Como você é líder na igreja, eles vão exigir que você não lidere mais e até seja disciplinada. Ou, eles irão me chamar de conivente, que aceito pecado dentro da igreja. A igreja vai sofrer com o disse-que-disse. Seus pais vão partir acertadamente para sua defesa. Eu sofrerei pressões de todos os lados. Você ficará mais ferida do que já está. Seu namorado por não ser da igreja, ficará tão chateado com estas atitudes dos crentes que provavelmente nunca mais pisará numa igreja.
Maria me olhou desconsolada e me perguntou: “Que outra opção eu tenho?”
Suspirei fundo e continuei. Você vai entrar no meu carro e vamos até a sua casa. Você vai confessar tudo para os seus pais. Eles ficarão atordoados, mas irão aceitar. Eu os conheço muito bem; eles a amam profundamente. Além disto, estarei ao seu lado todo o tempo para o que der e vier. Já que você quer se casar com seu namorado, diga aos seus pais que você não pode casar sem a bênção e o perdão deles. É impossível construir uma família saudável e feliz sem a comunhão das pessoas as quais amamos. Domingo você virá a igreja. Vou lhe chamar diante de todos juntamente com seus pais. Vamos falar abertamente o que aconteceu. Quem pode acusar aquele que confessa? Que acusador não ficará corado de vergonha diante dos seus próprios pecados e do Deus que conhece o que ocultamos dentro de nós? Pode ter certeza, eu vou protegê-la. Ninguém vai lhe acusar depois disto. Nenhuma culpa vai ficar na sua alma. Seu filho vai nascer de um ventre sem mágoas ou amarguras. Pode ter certeza que todos vão entender e ajudar.
Maria respondeu: “É assim que vou agir!” Fui madura o bastante para ficar grávida, vou ser madura o bastante para confessar e assumir o que fiz.
O encontro com os pais de Maria foi comovedor. Com coragem e firmeza ela abriu o coração. Eles se abraçaram, choraram, e acariciaram um ao outro. Emocionado os envolvi com meus braços e fiz uma oração de gratidão a Deus. Ele estava usando um acontecimento inesperado e trágico para restaurar e trazer cura, não só a Maria, mas a seus pais e a igreja.
No domingo lá estava Maria sentada ao lado dos pais no primeiro banco. No momento certo, os convidei ao altar. Passei meu braço por sobre os ombros de Maria. Com voz embargada me dirigi à congregação. Aqui está Maria. Todos a conhecem como membro e líder nesta igreja. Maria pecou! Ela está grávida e vai casar-se em breve. Maria procurou a mim e a seus pais. Ela não quer esconder nada. Ela não vai afastar-se da igreja. Muito pelo contrário, é exatamente neste momento crucial que Maria precisa de nossa ajuda. Quem aqui presente pode acusá-la? Somente aquele que não tiver pecado pode atirar a primeira pedra. Vamos continuar amando a Maria. Vamos fazer um “chá de bebê”. Vamos receber esta criança como uma dádiva de Deus. Maria vai casar e celebraremos este evento com alegria. Se alguém comentar, fofocar ou acusar Maria vai ter uma boa e franca conversa comigo.
A emoção contagiou o ambiente. A presença de Deus era real e abundante. Muitas pessoas cercaram Maria com carinho, lágrimas e solidariedade. Maria foi restaurada. Ela concebeu uma linda e robusta menina. Seu nome é Graça, que significa “presente que não merecemos”. Depois de um casamento foi memorável, o marido de Maria foi tocado profundamente pelo amor da igreja e se rendeu a Jesus. A igreja saiu fortalecida. Maria experimentou o poder transformador do perdão. O Evangelho de Jesus foi praticado e Deus ficou imensamente feliz com a atitude dos seus filhos.
Transar todos querem! Que transar é bom ninguém tem dúvida! O que fazer depois? Eis a grande questão. Tudo vai depender de você. A atitude que você toma no dia seguinte é fundamental. É esta atitude que vai determinar o seu futuro e felicidade. Você pode simplesmente tapar a voz da consciência, usando para isto a muita ocupação, a diversão, os vícios, e desculpas esfarrapadas, ou até mesmo com uma nova transa. Entretanto, este modo de agir produzirá angústia e tormento. Somente uma atitude honesta, sincera, e responsável vai conduzir você a verdadeira felicidade. Não tenham pressa. Seu maravilhoso e sublime momento de amor vai chegar. Esperem pela hora e pessoa certa. Não maculem seu futuro, carregando vida afora as marcas dos fantasmas do passado. Quando chegar o esperado e mágico momento, vocês descobrirão que ao invés de apenas transar, vocês estarão realmente fazendo amor, numa entrega por inteiro, sem traumas ou culpas, em completa e doce paz, casados e plenamente realizados.

Por Silmar Coelho